quarta-feira, 29 de abril de 2009

01/12/2005

Universidade Federal da Bahia

Curso de Licenciatura em Pedagogia-Irecê/Faced

Ciclo Quatro

Atividade n° 439: Ponto de cultura

professora: Alessandra Picanço

Cursista: Alessandra Rosa Rodrigues

Orientadores: Solange Maciel

O ponto de cultura

Com participante dessa atividade, tentei compreender de que forma o grupo poderia articular a implantação, a gestão e ao acompanhamento desse centro de produção multimídia, o qual chamamos de ponto de cultura e será batizado com o nome Ciberespaço Conexão Anísio Teixeira.

Pensei que além de escrever sobre a minha participação dentro desse estudo, deveria considerar o que considerar também o que consegui aprender nesse processo.

Nesta atividade participei do grupo de divulgação. O grupo fez um planejamento sobre as ações que deveríamos desempenhar. A proposta foi a seguinte: divulgação na Rede, nas escolas, com camisas, folhetos, rádio, jornais, entre outros.

Eu e Neilton construímos algumas idéias sobre o logotipo do projeto, mas o nosso grupo não achou interessante nem viável, portanto não apresentamos para os demais grupos.

Além desse trabalho, publiquei o texto que construímos sobre o projeto, no espaço do twiki.

Depois de muitas reflexões, compreendi que esse é um projeto construído coletivamente, visando possibilitar a ampliação e garantia do acesso aos meios de produção e formação cultural e tecnológica; que está ligado aos processos educacionais formais e não-formais; que a partir desse acesso haverá a produção de recursos diversificados como: indústria gráfica, Internet, rádio Web, vídeo, cds, shows artísticos, etc.

Aprendi que esse projeto foi idealizado pela Ufba com a parceria dos seguintes órgãos: Prefeitura Municipal de Irecê, Ministério da Cultura (Programa Cultura Viva), Fundação ADM, Ongs e outros grupos como o Cipó e Casa Via Magia.

Considero que minha participação na construção das tarefas não foi tão efetiva quanto a de alguns colegas que se dedicaram bem mais. Posso dizer que mostrei a idéia do Ponto de Cultura para os colegas professores da escola que trabalho e também para outras pessoas que tive contato nesse curto período. Vale lembrar que o tempo foi meu maior inimigo. Enquanto muitos colegas podiam participar em outros turnos, eu só podia no noturno. Sei que aconteceram muitas coisas em outros turnos, mas infelizmente...

Acredito que tudo que fiz, foi muito importante, embora pouco para tanta coisa que deveria ser construída. Mas, como este não é um projeto finito, penso e acredito que posso continuar dando a minha parcela de contribuição de várias maneiras, como por exemplo, o fato de estar pensando num programa de Rádio Web, que a escola Municipal Luiz Viana Filho estará organizando em breve.

Uma vez mais estamos frente a uma questão tão moderna, que é a inclusão de todos na interação com os meios tecnológicos. Lembrando que desde os anos 50 alguns elementos reveladores da pós-modernidade invadem a vida das pessoas: As novas tecnologias. A partir daí a pretensão de transformar as concepções, defendendo-se uma educação para todos, que respeite a diversidade, ampliando o horizonte de conhecimentos e de visões de mundo. Então como não pensar na multiplicidade de culturas? O que via nos oferecer o Ponto de Cultura tem tudo a ver com essa idéia.

O importante é que esses novos recursos se tornem capazes de desencadear transformações positivas no modo de ser, pensar e agir dos ireceenses, estimulando-os a uma posição mais dinâmica. Com certeza será um desafio para a imaginação de todos.









28/11/2005

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA UFBA/ IRECÊ
CICLO QUATRO
ATIVIDADE Nº 414: Pedagogia ao Longo da História
PROFESORA: Roseli Sá
CURSISTA: Alessandra Rosa Rodrigues
ORIENTADORA: Solange Maciel


Alguns desafios da educação

Como participante do Grupo de Estudo Acadêmico “Pedagogia ao longo da História” tentei realmente, compreender a pedagogia sob os diversos enfoques, a partir de determinados períodos históricos até os dias atuais.
Este GEAC proporcionou-me muitas discussões que fizeram com que eu repensasse sobre o porquê de tantas coisas acontecerem. Uma delas é a importância que eu dava aos teóricos. Eu não me preocupava tanto em saber de quem partia as idéias, e sempre que podia, as copiava.
A partir daí, compreendi muitas coisas interessantes sobre a educação. Dentre elas, resolvi fazer uma análise mais abrangente sobre o que alguns teóricos escreveram com relação à educação em vários momentos do passado, tentando identificar que influências ou que relações existem entre suas reflexões e muitas das ações ou pensamentos que observei e tenho observado na escola que trabalho como coordenadora.
São muitas as questões que me despertaram para uma reflexão mais profunda, das quais vou destacar:

A relação entre a falta de interesse dos alunos e o que dizem alguns teóricos;
A diminuição da dedicação dos professores;
Alguns aspectos do processo educativo.
Muitas vezes, deparei-me com alguns questionamentos dos professores da escola que trabalho: “Se os alunos não se interessam, como é que vamos conseguir fazer com que eles avancem?” Percebo que é mesmo um trabalho árduo despertar o interesse dos nossos alunos pelas atividades. E quando penso nesse assunto reflito sobre o que diz Herbart: “Trata-se de formar a vontade do educando, o seu querer, o seu caráter, a partir dos interesses. Pois os interesses do educando constituem a condição imprescindível para que o processo educativo seja eficaz. Para despertar esse interesse, o educador deve instalar nele o gosto e o atrativo da verdade, da beleza e do bem, despertar nele a fome de toda atividade intelectual”. A palavra instalar quer dizer exatamente o que?
Muitas vezes, eu deixo me influenciar pelas palavras de Hellen Key “Toda atividade deve surgir de dentro, em função dos interesses e das necessidades do educando. Em outras palavras, todo o processo de aprendizagem deve partir do educando. Conseqüentemente, o processo educativo exclui a transmissão de um corpo de conhecimentos, pois, para poder realmente influenciar ou transformar o modo de ser do educando, este processo deve ser fruto de um esforço estritamente pessoal”. Dessa forma acabo concordando com muitas coisas que os professores dizem, como por exemplo, a questão que se não nos concentrarmos esforços, não conseguiremos resolver tantos problemas. Atualmente, vejo muito dos nossos alunos dessa forma. Sem vontade para aprender, enquanto observo o interesse e a dedicação dos professores na busca de outras estratégias (novidades) para incentivar os alunos para aprendizagem.
E por falar em dedicação, é um outro problema que estamos enfrentando hoje. Muitos profissionais da educação não se predispõem a estudar. Não acreditam que é necessário ter uma formação continuada. Se cada vez surgirão desafios novos, principalmente quando falamos em educação, como não pensar em aperfeiçoamento profissional. As demandas estão sempre surgindo. Resolvemos um problema e, logo, outro aparece. Outro ponto quando se sobre dedicação e a questão do apoio às famílias. Hoje, dificilmente um professor quer visitar os pais dos alunos. Muitos não acreditam que a família possa ajudar na condução de seu trabalho docente. Às vezes, comparo esta situação com as palavras de Arroyo (1985): “... Dessa dedicação eles viviam, e nela construíam seu nome e sua reputação profissional como mestres do ofício de ensinar... o ofício a que ele se entregava era um ofício total”. Como está essa dedicação no momento atual? Considero que se houve muitos avanços com relação à liberdade dos professores, a dedicação que lhe era tão peculiar está deixando de existir. O que percebo é que muitos profissionais não podem ou não querem se dedicar mais o seu tempo, além do período de aula. Até mesmo nos momentos destinados aos estudos e ao planejamento que são feitos na escola, muitos reclamam.
Com relação ao processo educativo, questiono-me: “com tantas teorias, qual é a forma mais correta de levar o educando a desenvolver suas capacidades e adquirirem novas habilidades?”
São tantos os autores que tratam sobre o processo educativo, como Montaigne que nos mostra “o processo educativo deve visar formar o homem completo, o homem que sabe viver. Para tanto, é preciso educar o juízo a partir da própria realidade e não a partir das palavras, para que, o educando possa aprender a discernir e escolher por si próprio”.
As palavras de Pestalozzi também me atraem: “Para levar o educando à compreensão geral, deve-se partir de uma associação natural dos diversos conceitos, colocando ordem num processo em que cada novo conceito associa-se a conceitos já conhecidos, ativando-se o conhecer, o agir e o querer, as forças intelectuais, morais e físicas”. Será que ele tem razão? Mas essa é uma idéia tão difícil de se colocar em prática que quando converso com os professores sobre o levantamento dos conhecimentos que os alunos já possuem, alguns dizem que acreditam mesmo é na forma tradicional de se ensinar. Embora, concordo que esse não é apenas um pensamento meu. Existem outros professores que concordam comigo e, até relatam suas experiências.
Froebel também traz algo muito importante sobre o processo educativo: “O processo educativo deve iniciar desde a primeira infância. É dentro dessa perspectiva que idealizou os jardins de infância, pois eles visam cultivar desde essa idade, as aptidões da criança para que se torne o homem completo. Cabe ao educador estimular esse processo”.
Mas a escola sozinha dará conta de tantos desafios? Conseguirá formar o homem completo? E o educador como fica? Qual é realmente o papel da escola, da família e do Estado no contexto atual?
Esses e outros questionamentos permeiam minha cabeça e sobre isso que vou estar lendo daqui pra frente.

Alessandra









20/04/2005

A criança e a hiperatividade

É importante saber que a hiperatividade não é de forma alguma, uma doença limitante ou incapacitante, apenas torna a vida do seu filho (e a sua também) um pouco mais trabalhosa. Digo trabalhosa porque essas crianças são mais esquecidas, distraídas, querem fazer várias coisas ao mesmo tempo, e isto, às vezes, atrapalha.
(MONTEIRO, 2002).

A hiperatividade tem sido um dos grandes problemas enfrentado por crianças, juntamente com os seus pais e professores. O meu interesse em trabalhar com este tema, se deve ao fato de estar enfrentado, ao longo de 10 anos, as dificuldades que essa doença apresenta. Pensando nas situações vividas tanto em casa com a minha filha , quanto com os alunos da escola que trabalho.
Muitos pais e professores se sentem incapazes de lidar com crianças que apresentam desatenção, inquietação e agressividade, características da hiperatividade.
Vale lembrar que muitas pessoas consideram as crianças hiperativas como se fossem mal-educadas, provocando situações muitas vezes, constrangedoras tanto para estas crianças, quanto para seus pais. O que neste trabalho será esclarecido, mostrando, segundo alguns autores, as principais diferenças entre os dois problemas.
Alguns pais se sentem culpados, por não ter compreensão suficiente sobre essa doença e, agem como se seus filhos fossem impotentes, diante do mundo que o cerca, dificultando o tratamento da doença e o equilíbrio da criança.
O estudo desse problema não é algo novo. E este texto desmestifica também, o que muitos dizem sobre, que a hiperatividade e o DDA( Distúrbios do Déficit da Atenção) possuem o mesmo significado.
Apresentarei aqui a origem, definição, sintomas, diagnóstico, tratamento, dentre outras características que esta doença apresenta.
É importante destacar que este trabalho será objeto de avaliação da atividade 32- Poduções Acadêmicas, do Projeto de Formação de Professores de Irecê/Ufba. O que não significa que não possa ser divulgado tanto pela internet, como impressa para quem tiver interesse em conhecer um pouco mais sobre o assunto.

Quando a criança, desde pequena, é muito inquieta, corre o dia todo, sem que nada a detenha, nem sequer o perigo; esparrama seus brinquedos no chão, sem querer brincar; interrompe os adultos frequentemente e de forma exagerada; consegue chamar atenção de todos a sua volta, por qualquer motivo. Nem sempre isso significa que a criança, simplesmente possui energia demais, como algumas pessoas pensam. Ela, na verdade, pode ter uma doença conhecida pela medicina, como Hiperatividade, ou mais precisamente TDAH( Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Pesquisando sobre a historia desse distúrbio, descobri que no inicio do século XX, foi chamada de disfunção cerebral mínima, depois passou a ser chamada hipercinesia ou hipercinese, logo a seguir, hiperatividade, nome que ficou mais conhecido e perdurou por mais tempo. Em 1987, passou a ser chamado de distúrbio de déficit de atenção, ou ainda distúrbio de déficit de atenção com hiperatividade, sendo que muitas vezes, utiliza-se somente a sigla DDA (em Português) ou ADD ( em inglês- “Attencion Deficit Disorder”). É também, eventualmente chamada de Síndrome de Déficit de Atenção.
Dentre as principais características posso citar: movimentação em excesso, falta de atenção, impaciência, impulsividade, distração, o que pode trazer consequências como problemas de rejeição, dúvidas quanto a sua capacidade intelectual, baixa auto-estima e várias situações que podem ser minimizadas, ou mesmo eliminadas.
Esta doença não se origina de um problema ambiental ou da relação familiar, possui bases neurobiológicas, ou seja, provavelmente se transmite de forma genética e se dá através de um desequilíbrio das substâncias químicas do cérebro ou dos neurotransmissores que regulam a conduta e que impedem as crianças de enfocarem a atenção numa determinada tarefa, prestando igual atenção a todos os estímulos do ambiente, inclusive naqueles que não são úteis, portanto, não podendo manter a concentração naquilo que se está resolvendo.
O diagnóstico pode ser difícil, pois os sintomas demonstrados pelos pacientes podem ocorrer não só, devido ao DDAH, como também, a uma série de problemas neurológicos, psiquiátricos, psicológicos e sociais.
Em caso em que há duvidas sobre o diagnóstico, pode ser interessante o uso de alguma experiência com medicamentos, somada ao uso de observações comportamentais e testes de inteligência. Neste caso, a criança é testada e observada anteriormente, medicada e depois de 6 a 8 semanas, ela e novamente observada e testada, verificando se houve não mudanças nos sintomas.
Vale lembrar que os critérios diagnósticos variam de acordo com a idade. Porém, se torna necessário que seja feito o quanto antes e que seja tratada de maneira correta.
Só se deve considerar um critério atendido, quando o comportamento for muito mais frequente do que o da maioria das pessoas da mesma idade mental ( Elizabeth Monteiro, Criando Filhos em tempos difíceis: Atitudes e brincadeiras para uma infância feliz-2002, p.88).
Elizabeth Monteiro destaca em seu texto sobre crianças hiperativas, as principais características dessa doença:

*A criança mexe incessantemente as mãos ou pés, ou se contorce no assento de maneira inquieta;
*Tem dificuldade em permanecer sentada quando lhe pedem;
*E facilmente distraída por estímulos externos;
*Tem dificuldade em esperar sua vez em situações de jogos de grupo;
*Frequentemente responde a perguntas de forma abrupta, sem esperar que o interlocutor termine a pergunta;
*Tem dificuldades de acompanhar as instituições dadas pelos outros;
*Tem dificuldades em sustentar a atenção nas tarefas que realiza ou nas atividades que pratica;
* E comum que mude de uma atividade incompleta para outra;
* Tem dificuldade de brincar em silêncio;
* E frequente que fale demais;
* Muitas vezes, interrompe ou invade a fala dos outros;
* É comum não prestar atenção ao que esta sendo dito;
* Costuma perder coisas que são necessárias a realização de tarefas ou atividades na escola ou em casa;
*Envolve-se com frequência em atividades físicas perigosas, sem levar em consideração as possíveis consequências.

Segundo Içami Tiba, as crianças são também agressivas. Em vez de reagir adequadamente, é mais fácil liberar a agressão, um dos primeiros mecanismos de defesa do ser humano. Tiba esclarece também que, quanto maior o número de sintomas e o tempo de permanência deles, tanto mais se configura a presença do DDAH.
A idade e a forma do surgimento dos sintomas são importantes, devendo ser investigados, já que a maioria deles estão presentes na vida da criança há muito tempo. Eles devem se manifestar em vários ambientes (escola, casa, viagens, clube, etc). Caso só apareçam em um só ambiente, devem ser investigados com mais cuidado.
Sabe-se também que essa doença se inicia sempre antes dos 7 anos e permanece na idade adulta, em cerca de 70% dos casos.
Içami Tiba focaliza ainda algumas considerações sobre as crianças hiperativas e as crianças que são evidentemente, mal-educadas. Sobre isso ele diz que há algumas diferenças notáveis entre um portador da doença e um mal-educado. Afirmando que o primeiro continua agitado diante de situações novas, isto e, não consegue controlar seus sintomas. Enquanto que o segundo, avalia bem o terreno e manipula situações, buscando obter vantagens sobre os outros. Ele diz ainda que, muitas crianças e adolescentes mal-educados estão tomando Ritalina, medicamento que se destina ao tratamento do Distúrbio do Déficit de Atenção (DDA). Acrescentando que este remédio não atua sobre mal-educados. Porém, tanto o hiperativo como o mal-educado são irritáveis por falta de capacidade de esperar. A espera deve ser um exercício.


Pergunta-se então: Essa doença tem cura?

O remédio mais eficaz, utilizado atualmente, é uma substância chamada Metilfenidato. É estimulante, porém diminui a hiperatividade e aumenta a capacidade de concentração. Naturalmente, ele não cura, se deixar de ser usado, a deficiência volta.
A auto medicação é totalmente reprovada. É necessário que a criança passe por uma avaliação médica e, caso o diagnóstico se comprove, deve-se fazer o tratamento. Nem todas as crianças necessitam de medicamentos.
Quanto mais se sabe sobre a doença, mais fácil fica a condução do tratamento, para atender tanto as necessidades do hiperativo, quanto dos familiares e professores.
O psicoterapeuta pode ajudar o paciente, identificando suas deficiências, aconselhando-o para que ele possa superar a falta de limites e ter um relacionamento estável, eliminando os possíveis sentimentos de culpa.
Estudos feitos nos Estados Unidos, mostram que é possível amenizar os sintomas do DDAH através de estratégias de intervenção no comportamento, com feedback frequente e supervisão individual, ajudando a manter a atenção da criança. Tarefas repetitivas e com pouco retorno, por outro lado, favorecem o aparecimento dos sintomas.
Alguns aconselhamentos para os familiares ajudam consideravelmente a lidar com os hiperativos, amenizando os sintomas.

* Contar-lhes a verdade;
* Usar e abusar e elogios;
* Buscar a ajuda dos professores( escola);
* Ajudar na organização do tempo;
* Reservar um dia nas semana para ficar de papo por ar e só fazer besteiras;
* Seguir uma rotina;
* Escolher uma escola com atenção.
O ambiente escolar e a hiperatividade

De acordo com os estudo feitos nos Estados Unidos, o comportamento inadequado mostrado pelos alunos com DDAH, frequentemente interrompe a concentração de seus colegas e geralmente resulta em relações pouco significativas.
A seguir veremos algumas dicas que poderão auxiliar o professor no trabalho com esses alunos:

Olhe sempre nos olhos-Isso ajuda a evitar a distração que prejudica tanto estas crianças;
Organize as carteira emcírculos, ou em forma de U, ao invés de sempre fileiras- Facilita o contato com os todos membros da classe;
Cuidado com as cores- O estímulo multi-colorido costuma deixá-lo mais excitados e menos atentos ainda;
Adote um ritmo dinâmico de aula- Criar oportunidade para que todos os alunos participem;
Use recursos e formas de apresentação não habituais- Crianças com DDAH adoram novidades; Explore seu cotidiano e faça disso, motivo para uma aula posterior;
Utilize metodologias preferencialmente visual- As crianças com DDAH aprendem melhor visualmente que por outros métodos, portanto escreva palavras-chaves ao mesmo tempo que fala sobre oassunto;
Estimule a criatividade- Propor tarefas que exijam a criatividade do aluno (Explorar, construir, criar) e não passivas;
Seja claro e objetivo ao definir as regras de comportamento dentro da sala de aula- Criar juntamente com os alunos, um código de conduta e escrever em uma tabela sempre visível afixada na parede;
Repita e repita as diretrizes- Como dito acima, as pessoas com DDAH necessitam ouvir as coisas mais de uma vez;
Forneça com antecedência um programa com atividades do dia serem executadas. As crianças com Hiperatividade necessitam de um ambiente estruturado. Faça listas, tabelas, lembretes, etc;
Dê instruções para a classe, solicite que o aluno com DDAH repita para toda a classe- Isso dar-lhe-á duas oportunidades: ter certeza que ele entendeu o que é esperado e ter sua auto-estima reforçada;
A memória é um grave problema para eles- Ensine quadrinhas, dicas, rimas, pois esses processos ajudam sobremaneira a aumentar essa memória;
O desafio costuma ser motivador- O professor estabelece de antemão com o aluno qual a tarefa a ser feita, quando será considerada concluída e quais os pontos para isso. Dessa forma ele aprende a lidar com sua ansiedade;
Elogie com constância- Não apenas quando ele termina tarefa, mas também durante, incentivando o seu término, uma vez que para ele concluir a tarefa é bastante difícil;
Estabeleça tarefas de conclusão rápida- Inicialmente, para para que este comece a finalizar adequadamente as tarefas, e aos poucos, ir inserindo maior complexidade e maior duração;
Divida as grandes tarefas em tarefas menores- Isso possibilita à criança a vislumbrar que a tarefa pode ser terminada, aumentando a sua auto-estima e evitando acessos de fúria pela frustração antecipada de não conseguir terminar a tarefa em crianças menores, e atitudes provocadoras em crianças maiores;
Utilize uma agenda de contato com a família- Isso facilita a troca de informações;
Utilize exercícios físico- ajuda a liberar o execesso de energia, concentrar a atenção em um objetivo facilmente entendido e visualizado;
Propicie uma válvula de escape, por exemplo, sair da sala por alguns instantes para fazer determinadas tarefas como ir buscar algo na sal vizinha, dar um recado, pois isso fará com ele deixe ( sob controle) a sala e não fuja dela, além de começar a aprender meios de auto-observação e auto-monitoramento.

A prática dessas dicas pode ajudar a escola lidar com crianças que possuem esse tipo de problema, porém não significa que tudo vá se resolver de um minuto para outro. Depende muito do apoio de todos que a creca e também da concepção de ensino que a escola acredita.
A existência de um grande número de alunos de diferentes camadas sociais, sem serem encaminhados a novos modelos de atendimento especializado, aumenta o contigente que compõe o fracasso escolar. Caso fique comprovado que eles possuem o problema, torna-se necessário que o ensino regular implemente estratégias pedagógicas para estes alunos, sem que eles tenham prejuízo nas atividade habituais da sala de aula. Este atendimento deve ser destinado aos alunos que apresentam história de multirepetência, analfabetismo ou comportamento hiperativo. O atendimento, sempre que possível, será individualizado e com duração variável. Tudo isso não significa dizer que todas as crianças hiperativas possuem problemas de aprendizagem.
Há ainda muita desinformação sobre o problema e muitas pessoas leigas no assunto, acreditam que a criança hiperativa seja apenas malcriada. Ou mal-educada pelos pais. Acusar dessa maneira pode resultar em sensação de fracasso pelos pais, o que muitas vezes pode gerar desconfiança e até mesmo brigas, dificultando o relacionamento entre os pais e as crianças. Por isso, é muito importante que os pais ou professores ao perceberem tais características nas crianças deverão procurar um profissional especializado que esteja preparado para ajudá-los a suportar e tentar resolver o problema.
O desconhecimento dessa doença frequentemente acaba levando a demora no diagnóstico e no tratamento, assim as crianças e os pais acabam sofrendo, por vários anos, sem saber que a sua situação pode ser (facilmente) tratada.
É importante que os profissionais da área de saúde mental e educacional, além dos familiares estejam pelo menos informados sobre a doença para que possa colaborar na busca de sua solução.
O fato de as crianças serem consideradas doentes, pode facilitar a aceitação de seu comportamento impróprio. O que de forma alguma é aconselhável pelos especialistas. No entanto, é preciso deixar claro que as crianças hiperativas não são necessariamente, más.
É necessário muita paciência, dedicação, afeto, compreensão de todos que estão ao redor da criança para poder solucionar esse problema, pois ele tanto pode ter avanços como também pode ocorrer a regressãor, por conta de alguma situação embaraçosa.





0){return true;}else{return false;};">
Bu



















Visitante número:

Nenhum comentário:

Postar um comentário