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O blog foi criado para compartilhar idéias e sugestões sobre a educação nas escolas públicas do meu país e mundo

| 01/12/2005 | ||
| Universidade Federal da Bahia Curso de Licenciatura em Pedagogia-Irecê/Faced Ciclo Quatro Atividade n° 439: Ponto de cultura professora: Alessandra Picanço Cursista: Alessandra Rosa Rodrigues Orientadores: Solange Maciel O ponto de cultura Com participante dessa atividade, tentei compreender de que forma o grupo poderia articular a implantação, a gestão e ao acompanhamento desse centro de produção multimídia, o qual chamamos de ponto de cultura e será batizado com o nome Ciberespaço Conexão Anísio Teixeira. Pensei que além de escrever sobre a minha participação dentro desse estudo, deveria considerar o que considerar também o que consegui aprender nesse processo. Nesta atividade participei do grupo de divulgação. O grupo fez um planejamento sobre as ações que deveríamos desempenhar. A proposta foi a seguinte: divulgação na Rede, nas escolas, com camisas, folhetos, rádio, jornais, entre outros. Eu e Neilton construímos algumas idéias sobre o logotipo do projeto, mas o nosso grupo não achou interessante nem viável, portanto não apresentamos para os demais grupos. Além desse trabalho, publiquei o texto que construímos sobre o projeto, no espaço do twiki. Depois de muitas reflexões, compreendi que esse é um projeto construído coletivamente, visando possibilitar a ampliação e garantia do acesso aos meios de produção e formação cultural e tecnológica; que está ligado aos processos educacionais formais e não-formais; que a partir desse acesso haverá a produção de recursos diversificados como: indústria gráfica, Internet, rádio Web, vídeo, cds, shows artísticos, etc. Aprendi que esse projeto foi idealizado pela Ufba com a parceria dos seguintes órgãos: Prefeitura Municipal de Irecê, Ministério da Cultura (Programa Cultura Viva), Fundação ADM, Ongs e outros grupos como o Cipó e Casa Via Magia. Considero que minha participação na construção das tarefas não foi tão efetiva quanto a de alguns colegas que se dedicaram bem mais. Posso dizer que mostrei a idéia do Ponto de Cultura para os colegas professores da escola que trabalho e também para outras pessoas que tive contato nesse curto período. Vale lembrar que o tempo foi meu maior inimigo. Enquanto muitos colegas podiam participar em outros turnos, eu só podia no noturno. Sei que aconteceram muitas coisas em outros turnos, mas infelizmente... Acredito que tudo que fiz, foi muito importante, embora pouco para tanta coisa que deveria ser construída. Mas, como este não é um projeto finito, penso e acredito que posso continuar dando a minha parcela de contribuição de várias maneiras, como por exemplo, o fato de estar pensando num programa de Rádio Web, que a escola Municipal Luiz Viana Filho estará organizando em breve. Uma vez mais estamos frente a uma questão tão moderna, que é a inclusão de todos na interação com os meios tecnológicos. Lembrando que desde os anos 50 alguns elementos reveladores da pós-modernidade invadem a vida das pessoas: As novas tecnologias. A partir daí há a pretensão de transformar as concepções, defendendo-se uma educação para todos, que respeite a diversidade, ampliando o horizonte de conhecimentos e de visões de mundo. Então como não pensar na multiplicidade de culturas? O que via nos oferecer o Ponto de Cultura tem tudo a ver com essa idéia. O importante é que esses novos recursos se tornem capazes de desencadear transformações positivas no modo de ser, pensar e agir dos ireceenses, estimulando-os a uma posição mais dinâmica. Com certeza será um desafio para a imaginação de todos. | ||
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| A emergência na educação Depois que participamos da Atividade “Pedagogia do A-Con-Tecer” com a professora Inez Carvalho no Programa de Formação de Professores de Irecê-Ba começamos a pensar cada vez sobre o real significado de “Emergência”. Passamos a querer diminuir as nossas dificuldades na compreensão do seu sentido e a observar muitas coisas com o pensamento de que talvez tivesse alguma relação com os sistemas emergentes. Ao analisar alguns livros didáticos da Coleção Curumim de história, de Ernesta Zamboni e Sônia Castellar passamos a prestar bastante atenção no “Manual do Professor” no livro da 4ª série e confrontamos-nos com o seguinte: “Para que o aluno ultrapasse seu nível de desenvolvimento e faça as representações já existentes emergirem, é necessário que ele seja mobilizado partindo-se de situações-problema relacionados com a sua realidade.” O livro apresenta uma sequência de atividades que orienta o professor a trabalhar a noção de “passado” que deve ser feita passo a passo, por meio das vivências da criança, das memórias familiares, das evidências encontradas em seu meio, no lugar em que vive, tais como: fotografias, objetos familiares e pessoais, cartões-postais, prédios, entre outros. Segundo o mesmo livro a construção do passado se dá no momento em que a criança tem a percepção de seu próprio eu e inicia a construção da sua identidade e do lugar em que vive. Analisamos também alguns momentos do recreio entre os professores em que o período em si é programado, mas as situações que acontecem durante o recreio não são planejadas. As discussões se afloram acerca dos mais variados assuntos. Até socorros emergenciais aos alunos nas mais variadas situações. Outro fato interessante é que participamos da atividade “Gestão Democrática” com Carlos Alberto Ferreira Danon e recordamos que ele falou que os movimentos sociais é algo emergente. Outro ponto que foi dito por ele é que “o conflito é fundamental na gestão Democrática. A gestão deve discutir toda a trama de poder que existe” Entender um fenômeno tão complexo quanto esse é muito difícil. Ao refletirmos sobre o primeiro exemplo citado podemos perceber que a orientação dada ao professor é que ele parta do simples no passo a passo, para o complexo, partindo da realidade em que o aluno vive para a sociedade como um todo. Porém analisando mais profundamente podemos ver com Steven Jonhson em seu livro “Emergência: A vida integrada de formigas, cérebros cidades e softwares” que esse processo é capaz de adaptar-se e auto-aperfeiçoar-se para manipular alguns problemas de reconhecimento de padrões que não possam ser adequadamente determinados por antecipação. Assim podemos supor que as situações não podem ser planejadas já que também no mesmo livro ele diz que é um sistema Bottom-up (a organização é de baixo para cima) e não no sistema de cima para baixo. Nesse caso podemos afirmar que o exemplo citado entra exatamente no sistema top down? No exemplo do recreio, há uma auto-organização pois não é dito aos professores sobre o que devem falar ou fazer e não existe também um líder. Cada um faz como pensa sem desreispeitar o direito do outro. A cada dia os desafios são maiores e os conflitos que surgem dentro da escola também crescem cada vez mais. Então, como analisar essa situação pensando no fenômeno da Emergência? No caso da gestão democrática que teve sua origem a partir dos movimentos sociais entre alunos, professores, pais e membros da sociedade civil na França. O que tem isso a ver com emergencia? Acreditamos que esse sim é um fenômeno que surgiu, veio à tona. Diante de um caos de uma sociedade complexa surge a necessidade de um entrelaçamento, de tecer fios a partir de movimentos simples, de agrupamentos para tentar com os mesmos objetivos, encontrar caminhos para os problemas existentes. O aprendizado sobre os movimentos participativo emerge de baixo para cima, nessa interação acontecem muitas coisas negativas e positivas, muitos conflitos e contradições torna o cenário cada vez mais complexo. A mudança de uma postura vista como não democrática para a democratização a partir das ações coletivas tece uma trama, mudando os desenhos que emergem situações diversas. Concluimos pensando sobre o comportamento emergente como uma mistura de ordem e anarquia e, que provavelmente é melhor não pensar no fenômeno da emergência como uma narrativa linear e mais como uma rede interconectada. Pensando na complexidade organizada em fatores que se interelacionam formando um todo. Alessandra, Lídia e Liriam | ||
Universidade Federal da Bahia Curso de Licenciatura em Pedagogia-Irecê/Faced Ciclo Quatro Atividade n° 439: Ponto de cultura professora: Alessandra Picanço Cursista: Alessandra Rosa Rodrigues Orientadores: Solange Maciel O ponto de cultura Com participante dessa atividade, tentei compreender de que forma o grupo poderia articular a implantação, a gestão e ao acompanhamento desse centro de produção multimídia, o qual chamamos de ponto de cultura e será batizado com o nome Ciberespaço Conexão Anísio Teixeira. Pensei que além de escrever sobre a minha participação dentro desse estudo, deveria considerar o que considerar também o que consegui aprender nesse processo. Nesta atividade participei do grupo de divulgação. O grupo fez um planejamento sobre as ações que deveríamos desempenhar. A proposta foi a seguinte: divulgação na Rede, nas escolas, com camisas, folhetos, rádio, jornais, entre outros. Eu e Neilton construímos algumas idéias sobre o logotipo do projeto, mas o nosso grupo não achou interessante nem viável, portanto não apresentamos para os demais grupos. Além desse trabalho, publiquei o texto que construímos sobre o projeto, no espaço do twiki. Depois de muitas reflexões, compreendi que esse é um projeto construído coletivamente, visando possibilitar a ampliação e garantia do acesso aos meios de produção e formação cultural e tecnológica; que está ligado aos processos educacionais formais e não-formais; que a partir desse acesso haverá a produção de recursos diversificados como: indústria gráfica, Internet, rádio Web, vídeo, cds, shows artísticos, etc. Aprendi que esse projeto foi idealizado pela Ufba com a parceria dos seguintes órgãos: Prefeitura Municipal de Irecê, Ministério da Cultura (Programa Cultura Viva), Fundação ADM, Ongs e outros grupos como o Cipó e Casa Via Magia. Considero que minha participação na construção das tarefas não foi tão efetiva quanto a de alguns colegas que se dedicaram bem mais. Posso dizer que mostrei a idéia do Ponto de Cultura para os colegas professores da escola que trabalho e também para outras pessoas que tive contato nesse curto período. Vale lembrar que o tempo foi meu maior inimigo. Enquanto muitos colegas podiam participar em outros turnos, eu só podia no noturno. Sei que aconteceram muitas coisas em outros turnos, mas infelizmente... Acredito que tudo que fiz, foi muito importante, embora pouco para tanta coisa que deveria ser construída. Mas, como este não é um projeto finito, penso e acredito que posso continuar dando a minha parcela de contribuição de várias maneiras, como por exemplo, o fato de estar pensando num programa de Rádio Web, que a escola Municipal Luiz Viana Filho estará organizando em breve. Uma vez mais estamos frente a uma questão tão moderna, que é a inclusão de todos na interação com os meios tecnológicos. Lembrando que desde os anos 50 alguns elementos reveladores da pós-modernidade invadem a vida das pessoas: As novas tecnologias. A partir daí há a pretensão de transformar as concepções, defendendo-se uma educação para todos, que respeite a diversidade, ampliando o horizonte de conhecimentos e de visões de mundo. Então como não pensar na multiplicidade de culturas? O que via nos oferecer o Ponto de Cultura tem tudo a ver com essa idéia. O importante é que esses novos recursos se tornem capazes de desencadear transformações positivas no modo de ser, pensar e agir dos ireceenses, estimulando-os a uma posição maisdinâmica. Com certeza será um desafio para a imaginação de todos. | ||